UnirG participa de audiência pública sobre Ciência e Tecnologia no Tocantins

Representantes de todas as Instituições de Ensino Superior do Tocantins participaram na última semana de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, em Palmas, para tratar de temas relacionados ao sistema de Ciência e Tecnologia no Estado.

Participaram da audiência pública a SEDEN, UnirG, UFT, IFTO, Unitins, Sebrae, Eembrapa, além de empresários. A UnirG foi representada pelo Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação, Dr. Marcos Gontijo e pela professora Drª Marise Suzuki. A audiência foi presidida pelo deputado Alan Barbiero.

“O sistema de Ciência e Tecnologia vive um momento delicado. Nós temos uma Constituição Estadual moderna que prevê que 0,5% da arrecadação seja aplicado em Ciência, Tecnologia e Inovação, ou seja R$ 16 milhões de reais, mas atualmente isso não está acontecendo. A captação de recursos também está deficitária diante do desmantelamento da Fundação de Amparo a Pesquisa do Tocantins – FAPT, entre outros fatores que prejudicam o desenvolvimento das pesquisas no Tocantins”, explica o Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação, Dr. Marcos Gontijo.
1Marcos Gontijo

As Instituições reuniram-se na tentativa de organizar um novo sistema mais eficaz. Na ocasião, a UnirG apresentou diversas propostas com objetivo de contribuir com a dinamização do desenvolvimento científico e tecnológico do Estado e da região sul. Algumas das propostas levadas pela UnirG foram aprovadas:

  •  Necessidade imediata do esforço corporativo do Estado para conclusão de projetos financiados pela Finep, que têm envolvimento de instituições, como a UnirG, e que dependem de depósitos de contrapartida do Estado para liberação do recurso que deveria ter sido liberado a 5 anos;
  •  Que o orçamento para CT&I do estado seja garantido conforme a legislação e suas provisões orçamentárias efetivamente executadas para CT&I;
  •  Reestruturação da FAPT com cronograma de ações de fomento a pesquisa, de forma periódica;
  •  Alteração das regras que institui o conselho estadual de CT&I, garantindo a representatividade paritária por segmentos ligados a CT&I, contemplando assento das universidades e representações de regiões distintas do Estado não somente de Palmas-TO, por titular e suplente;
  •  As decisões do CT&I ocorram a partir do Conselho Estadual de CT&I, representativo do interesse coletivo;
  •  Os cargos de gestores e colaboradores diretos da FAPT, tais quais diretorias de CT&I ou similiar, sejam por competência técnica às funções e não por indicação política de governo;
  •  Editais públicos de chamas para programa, projetos e/ou ações CT&I sejam construídos por meio de consulta pública, respeitando os ecossistemas locais e sua publicação preceda necessariamente da apreciação em conselho do CT&I do Estado;
  •  O conselho institucional das Instituições de Ensino Superior existentes no sul do Tocantins sejam fortalecidos, sendo um ambiente consultivo e deliberativo devido as habilidades e competências técnicas conferidas para debater junto aos seus pares e sociedade local sobre problemas e soluções para CT&I em escalas locais/regionais;
  •  Os sistemas locais de inovação e/ou incubadoras de produtos e serviços deverão ser fortalecidos;
  •  Investir em CT&I visando a melhoria dos índices de proficiência em Matemática, Português e Ciências.

As propostas aprovadas serão levadas ao governador pelo deputado Alan Barbiero como propostas de implantação imediata.

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